Saturday, May 13, 2006

Sleepaway Camp conta a história de "Ângela", uma "menina" muito tímida e problemática que desenvolve um comportamento violento após sentir que as pessoas podem ser bem intolerantes.

Ao chegar no acampamento Arawak, a jovem "garota" começa a ser escorraçada pelos outros adolescentes. Eles inventam nomes, a atingem com objetos (*kinko*) e denigrem sua imagem. A pressão é tão grande que "ela" acaba enloquecendo.

Após queimar, enforcar, espancar e degolar seus colegas de acampamento, "Ângela" deixa seu pequeno e quase insignificante segredo vazar nos últimos 44 segundos de filme. Como? Ué, assistam!






-Oh my God, she's a BOY!

Thursday, April 27, 2006

Graças a deus(ou não), o acesso à internet ajuda a desvendar vários tipinhos dispensáveis, mas que rendem gargalhadas.

Se você abrir o orkut, vai se deparar com alguns muitos "ecléticos".
Eles geralmente ouvem de tudo, menos pagode e sertanejo, comem comida tailandesa e possuem entre os livros favoritos pelo menos quatro best sellers que, curiosamente, foram lançados na semana passada. E é claro, são picados pela mosquinha azul da vaidade a cada novo fã, como se isso fosse o máximo da popularidade.

A maioria não faz a mínima questão de esconder os traços da mediocridade e se orgulha de demonstrar essas características indiscutivelmente broxantes. além disso, esses srtós e srtás esbanjam aquele velho conhecido charme de boteco sujo, que, curiosamente, é quase sempre acompanhado de frases filosóficas como: “A sua inveja só aumenta o meu ibope”.

Esses grupinhos ínfimos estão se apropriando de espaços alheios e fazem questão de limpar a bunda com os princípios de cada estilo. Transformam músicas em roupas e mudam bruscamente de preferências. No fundo são como os patinhos que voam para novas áreas, dependendo da estação.

O interessante da “pesquisa” é perceber que hoje em dia ser você mesmo é pecar. Atitudes espontâneas chegam a ofender quem está por perto.

É mais digno admitir para seus amigos metaleiros e para suas namoradas punks que seu ídolo número um é o Reginaldo Rossi, do que negar veementemente e acabar sendo descoberto no meio da rua usando terninho branco e cordão dourado.

Sunday, April 23, 2006

"[...]Nos machos da espécie monógama, são os receptores para vasopressina, presentes em grande quantidade no sistema de recompensa, que fazem o trabalho.
Se a ativação do sistema fosse causada pela injeção de uma droga como a cocaína quando o animal se encontrasse por acaso em certo ponto do quarto, o bichinho associaria o lugar à sensação de recompensa causada pela droga e tentaria passar o tempo todo naquele lugar ’bom’, torcendo para que a sensação aparecesse de novo. Assim como a droga, a ocitocina e a vasopressina liberadas durante o sexo agem sobre o sistema de recompensa e condicionam o animal a buscar outras vezes a situação que causou a ativação do sistema: a companhia do(a) parceiro(a) -- e, se possível, sexo com ele(a). E querer estar na companhia do outro, como a gente sabe, é o primeiro passo para a formação de um casal estável. [...]
Se serve de consolo, o ser humano é razoavelmente monógamo -- ao menos enquanto dure cada relação. E em todos os animais monógamos estudados, o sexo -- com orgasmo, para que haja liberação dos hormônios -- é absolutamente necessário para que o cérebro prefira o parceiro a qualquer outro. Se você aceitar que tudo isso se aplica de alguma forma à espécie humana (e por que não se aplicaria? Nossa ocitocina, vasopressina e seus receptores são idênticos aos dos arganazes!), a tentação de tirar duas conclusões um pouco apressadas é absolutamente irresistível.

Primeiro, escolha com carinho quem você leva para a cama -- porque periga o seu cérebro acabar mais amarrado do que você gostaria. E segundo, se você ficar mesmo amarrado, garanta a estimulação freqüente do sistema de recompensa do(a) seu(ua) parceiro(a). É a maneira mais certa de assegurar o seu acesso permanente. E a sua exclusividade também…"

fonte: ciência hoje


então tá.
segundo a ciência não adianta ser simpática, agradável, bem apresentável, conversar bem e amar de forma saudável.
basta ter um sexo fenomenal(eu não disse bom, disse fenomenal), que você pode ser o que quiser.

ok.

Monday, April 17, 2006

elizabethtown a beira de um ataque de nervos...

CENA 1:

[claire termina de se vestir e vê que drew baylor ainda está dormindo.]

claire: eu vou sentir falta desses lábios e de tudo relacionado a eles....

[claire começa a se movimentar pelo quarto em circulos, olhando para drew baylor]

claire: estou saindo, com as roupas de ontem a noite...sem tomar o remédio para tpm...ACORDE E ME PEÇA PARA FICAR, SENÃO EU COMO SEU CU!!!

[claire sai batendo a porta furiosamente.]
[drew grita o nome de claire no meio do saguao e todos se viram, inclusive ela, fazendo-o perceber que esta apenas de cueca]

drew: claire!
claire: até que enfim!! agora que você veio até aqui, diga logo que me ama!
drew: eu vim te dizer isso porque você merece! meus dias foram um inferno.
você imagina uma vida inteira dedicada a um sapato? e depois de um trabalho duro, muito duro, falhar?
e em menos de 24 horas vão publicar isso em uma revista...
claire: estranho, pô...passo uma noite inteirinha falando besteirinha pra você no telefone, depois vou para o seu quarto, faço surubinha contigo...e você vem me dizer isso?
você é meio viado?
drew: vc ta me perguntando se...

[nesse momento, chuck, o vizinho de quarto de drew, aparece no corredor]

chuck: claire, você ta perguntando se eu sou viado?
drew: ela perguntou pra mim!
chuck: ah bom!

[chuck sai de cena]

claire: drew, você está sempre tentando terminar comigo, mas nós nem estamos juntos...
drew: eu sei....erhm...não estamos?
claire: não estamos, mas não vou te deixar em paz até casarmos e fazermos nenéns e..e..e..
drew: calma filha da puta...calma!
claire: calma o cacete! voce acha que eu vou ser sua casquinha de sorvete: bem doce, gostosa e agradavel, pra derreter e desaparecer em 5 minutos??

[claire sai de cena, bufando de raiva e encontra a cartela de remédios para tpm completamente vazia.]

drew: nossa, a claire é babaca pra caralho.
[chuck entra em cena]
chuck: mas ela tem uma bundinha es-pe-ta-cu-lar. quero comer o cu dela.
[chuck sai de cena]

[a cena é cortada.]


CENA 2:
[claire está no carro, cantando pneus, ainda com lágrimas nos olhos e...se dirigindo a casa da familia de drew]
[claire sai do carro e esmurra a porta da casa dos baylor.]

[hollie, mãe de drew entra em cena]

hollie: o que deseja?
claire: eu vim reclamar do seu filho...
hollie: ele foi grosso com você, te dispensou?
claire: é, a rigor seria isso.
hollie: mas que filho da puta, olha aí, veja você.
claire: a senhora deve ser mesmo uma senhora puta, para ter criado um filho que nem o drew.
hollie: olha! sua malcriada...

[claire entra em uma crise profunda de histeria e começa a espancar, hollie]
hollie(gritando): sua histérica maluca!
claire: sua chupadora de buceta!!!
hollie: você é uma menina simpática e agradável, no entanto perde seu tempo com...
[claire pega uma motoserra e a esquarteja.]
[rogerio skylab (ao fundo): motosseeeeerrrrraaaaaaa! (entortando as pernas)]

[claire sobe as escadas, ensanguentada, em direcao ao quarto da irma de drew]
[claire senta delicadamente na beirada da cama, chamando heather baylor, irmã de drew, quase que num sussurro, dizendo que ja é tarde]

heather: mais cinco minutinhos, por favor...
[claire pega a motoserra ensanguentada]
claire: todo o tempo do mundo, querida!
[rogerio skylab (ao fundo): motosseeeeerrrrraaaaaaa! (ainda entortando as pernas)]

[a cena é cortada]

CENA 3:

[o celular de drew toca]
drew: alô...
claire(cantarolando): esquartejei sua mãe, botei sua cabeça na sala de jantar...
drew(gritando): o que?
claire: esquartejei a sua mãe!!
drew: eu to aqui, no enterro do meu pai e você vem dizer que matou minha mãe??
claire: e sua irmã também...
drew: e minha irmã também?
[drew bate com a cabeca na parede, remetendo-o a um habito da infancia]
drew: pq você fez isso???
claire: compra meu remedio pra tpm? não tenho mais dinheiro...
drew: TPM?? vai chupar o cu da sua mãe, sua sacana!
claire: depois ainda pergunta pq eu matei as duas...

[drew desliga o celular na cara de claire.]
[claire sente um comprimido solto em sua bolsa, ao guardar o telefone...]

claire: estranho, po...esse comprimidinho...ei, é meu remédio!
[claire toma o comprimido e sorri, como alguém que acabou de meditar]
[rogério skylab(ao fundo): legal, legal, eu vivo além do bem e do mal,
legal, legal, eu vivo, eu vivo no meio do caos,
legal, legal, visto de perto ninguém é normal. (como sempre entortando as pernas)]

[fade out.]




eu e anna somos simpáticas e agradáveis, no entanto perdemos tempo com bobagens.

Friday, March 31, 2006

acabei de assistir um filme, baseado em fatos reais, que mostra uma realidade muito diferente da que as pessoas estão acostumadas a ver.
"tolerância zero" conta a história de um judeu anti-semita que, ao desenvolver uma personalidade facista, acaba enfrentando a influencia do judaismo na sua vida.

é mais fácil você odiar algo que conhece profundamente, ou que nunca teve a chance de conhecer?
apesar de chocante, a idéia de um garoto judeu odiar a própria religião me satisfaz mais do que ver um nazista que se baseia em ideais estúpidos e desconexos, simplesmente para espalhar o ódio e o ressentimento por não ser como queria.
afinal, você acredita no que quiser, mas só pode desacreditar conhecendo o assunto a fundo.

não é necessário ter uma religião para perceber como elas funcionam e a hipocrisia gigantesca que cerca cada uma delas.
no fundo, mesmo afirmando o contrário, todos acham que a sua própria crença é superior. isso deturpa o sentido inicial, que envolve a união, a fé e o apego.

o bom senso se perdeu antes mesmo do fim do antigo testamento.
aonde já se viu alguém achar bonita a história de um homem, abraão, que se propõe a sacrificar o filho, isaac, apenas para se mostrar temente a deus?
todas as histórias, tanto do alcorão, como do novo e do antigo testamento, foram criadas apenas para ilustrar as lições que cada religião deseja passaar.
e o que podemos tirar do trecho que descrevi acima?
que devemos esquecer dos principios, dos sentimentos e da razão, em prol de uma "imagem" forte, mas ao mesmo tempo abstrata?
que devemos fechar os olhos para o errado, se isso for uma vontade "superior"?

e é por conta de pessoas cegas que todas as religiões se tornaram instituições.
se não fosse assim, os macedo, da igreja universal do reino de deus, não teriam aparecido por ai metidos em falcatruas, por causa dos milhões inexplicáveis que arrecadam a cada ano e a igreja católica não teria perseguido milhões de cientistas, seguidores de outras religiões e supostos bruxos na inquisição, ou apoiado a tirania de reis, em troca do tributo que receberiam.

visando os absurdos das religiões e de seus seguidores, me permito questionar se vivenciar a religiosidade não seria uma heresia maior do que simplesmente deixá-la de lado.

Thursday, March 16, 2006

estava chegando em casa, por volta de 20h, quando uma moça de uns 35, 36 anos se aproximou e iniciou o seguinte diálogo:

-ai minha filha, ser tosadora é uma coisa viu?
-hmmm...imagino...
-subir rua, descer rua, buscar o cachorro da madame, tosar, dar banho, trazer o bicho de volta pra madame, que com certeza vai reclamar de alguma coisa, ficar com a pele toda enrugada por causa dos produtos e além de tudo ainda tenho que pegar várias conduções para voltar pra casa e ganhar só 650 reais de salário da pet shop, incluindo a passagem. você não deve nem imaginar como é, né?
-não imagino.
-pois deveria. espero que um dia você precise trabalhar que nem uma cadela, que nem eu...que tenha que lavar, pentear, tosar...que more mal, que tenha 3 filhos pentelhos e um uma marido alcoólatra.
-...
-tenha uma boa noite.


então é assim?
depois de um dia longo e cansativo, eu interrompo minha música favorita para ouvir a moça e ela ainda tem a coragem de rogar praga?

mas que tosadora malcriada...

Tuesday, March 14, 2006

adoram dizer que as mulheres são fofoqueiras, que uma sabe tudo da vida da outra e que segredo de uma é também de todas.mas isso não se aplica mais apenas a nós, mulheres.hoje a vida de um, acaba sendo a vida de todo mundo, principalmente com o avanço da internet, já que todos, ou praticamente todos, estão na rede.
essa facilidade toda acaba estimulando um comportamento invasivo e nem sempre saudável.pessoas chegam a sofrer consequencias fisicas quando "stalkeiam" alguém...começam a suar frio, sentir dores, palpitações, etc, tudo isso por medo das descobertas.
orkuts, fotologs e até o google já destruiram relacionamentos, webcams destruiram imagens. tantas informações dispensaveis são veiculadas que o lado offline acaba esquecido.
lembro dos meus oito, nove anos. me conectava apenas para fazer pesquisas escolares. de resto, usava o computador para jogar joguinhos infantis e desenhar no paint.
com o tempo descobri o icq e descobri milhares de formas de chegar exatamente em quem eu queria e de obter informações relevantes ou não.
aos doze anos, sabia o signo, o endereço, o telefone, a data de nascimento e o nome dos pais das minhas paixonites.
hoje em dia temos milhares de outras ferramentas, é bem mais fácil do que naquela época e diga-se de passagem, é quase inevitável não ler os últimos 20 scraps de uma pessoa.
o problema não está em fuxicar, mas sim, em deixar isso afetar diretamente na vida pessoal. o interessante é saber usar os meios de forma certa e comedida, até pq não podemos tomar como verdade tudo o que vemos espalhado por aqui.
então, não tenham um infarto ao acessarem as informações alheias.
peguem um tang de maracujá na geladeira, liguem o ar, chequem os e-mails, o msn e ai sim, abram orkut, fotologs, blogs. desenterrem (mas sem expectativas) as informações que desejam conhecer, saciem a curiosidade, especulem, mas quando clicarem no "x", simplesmente deixem as informações em segundo plano e se preocupem em escovar os dentes e passar o repelente contra insetos.



nelly.